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Por Chico Júnior (25/03/2026)

Sua senhoria, o árbitro

Bom dia, meus amigos. Hoje vou comentar sobre um assunto que, de vez em quando, ronda as redes sociais e grupos de Whatsapp dos botonistas: a arbitragem.

Nosso esporte, especificamente na regra 12 Toques, é conhecido como um jogo de cavalheiros, por isso não tem juiz. Porém,  está cada vez mais difícil fazer cumprir uma coisa que deveria ser normal, a regra. Chutes que levam uma eternidade para serem concluídos, aquele goleiro que não é arrumado no limite de tempo permitido, até os toques têm demorando mais de cinco segundos para serem executados. Diante desse panorama, há sempre um contingente de colegas que reaparece defendendo que voltarmos a ter arbitragem nos jogos seria a solução. Pois bém. Eu tenho meu próprio ponto de vista sobre este assunto e vou tebtar expressá-lo contando duas historinhas aqui para vocês.

O ano era 2019, São José dos Pinhais, a primeira rodada marcava Palmeiras e Meninos, um grande clássico do futebol de mesa nacional. Nessa primeira rodada estava previsto o jogão Jefferson Genta x Maurício Faccio. Duas feras, um jogo com histórica rivalidade e do qual prometia sair faísca. Então, o Paulo Michillin, capitão da equipe do Palmeiras, velha raposa experiente, solicitou arbitragem para a partida. Mas quem é que seria escalado para essa missão? Felipinho, que estava passando pelo local, queria apenas tomar uma água, ou talvez ir ao banheiro dar uma aliviada, foi convocado para a árdua tarefa. E ele fez uma senhora arbitragem, conduzindo o jogo de forma tranquila.

A outra história envolve esse mesmo que vos escreve. O ano não lembro bem, talvez 2009 ou 2010. Nessa época eu jogava pelo Círculo Militar A competição era a Taça São Paulo Ouro, e eu seria o delegado da Federação Paulista. Estava lá, tranquilo, e em uma mesa se enfrentavam o bicampeão brasileiro Thico (Thiago Lima) e Buiú (Alessandro Menezes). O Thiago me chama: “Olha, ele quer colocar o goleiro dele ali, e não cabe. Ele vai bater no meu botão e será pênalti”, Alessandro ignorou o alerta do adversário e tocou no jogador do Tico. Eu olhei e falei: "Cal". Ele ainda tentou discutir, e eu completei: "Amigo, você bateu no botão dele". No que Alessandro tenta reclamar da decisão, meti um sonoro: "Tico, bate que é pênalti para nós!"

O outro causo envolve meu grande amigo Duda, e o Alessandro que na época era do Vasco, o ano era 2006, Campeonato Brasileiro em Socorro-SP. Jogo decisivo para ambos, partida ia para os "finalmentes" e Duda tinha um chute difícil. Para evitar qualquer dúvida chamaram o Paulinho Meira, que passava por ali, para observar e arbitrar o lance. Paulinho prestou atenção, Duda executou o chute e marcou o gol. Os dois olharam para o Paulinho e perguntaram: “-E ai?” De bate pronto ele respondeu “Não vi, pisquei na hora”. Resultado: o lance foi decidido em uma emocionante disputa de par ou ímpar.

Agora se querem saber minha opinião, se sou a favor da volta da arbitragem, vocês não terão. Às vezes eu discordo de mim mesmo, então deixo para vocês essa discussão. Digam nos comentários se vocês acham que isso resolveria os nossos problemas. Grande abraço a todos

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Francisco Junior ou simplesmente Chico, é um paulista torcedor do Fluminense, jornalista de formação, publicitário de ofício, apaixonado pelo futebol de mesa.  Agente do caos, Chico gosta mesmo é de contar seus causos e desenterrar aquelas histórias que muita gente, se pudesse escolher, preferiria manter bem sepultadas. É ele o responsável por dar toque de humor ao Portal Mundo Botonista toda segunda-feira.

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