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MUNDO BOTONISTA

Por Carlos Cláudio Castro (23/03/2026)

Jogada fechada

Nosso fórum está retornando, e que bom, após nossa pausa anual. Trouxe um tema bem relevante e gerador de muitas dúvidas referentes à nossa regra 12 Toques. Jogada fechada, o que significa isso? Vou usar como suporte um lance ocorrido na recente etapa do Campeonato Cearense individual.

O botonista tenta recuperar a bola em seu campo de ataque, usando para tal um botão que está em seu campo de defesa. Ele comete uma furada. O adversário também fura, em seguida. Sabendo que seu oponente não tem como, tecnicamente, alcançar a bola na próxima jogada, o botonista que ataca fura uma segunda vez, propositalmente, posicionando seu botão para o chute que acontecerá em seu terceiro toque.

A questão que se põe: isso é legal? Uma segunda furada não caracteriza falta, a ser cobrada como tiro livre indireto? No próximo parágrafo, vamos ver o que diz o Item 98.18, referindo-se a uma das situações em que é considerada a marcação de tiro livre indireto para o adversário:

"98.18 - Cometer 2 (duas) furadas seguidas com a bola entre dois (2) ou mais botões e/ou goleiro de uma mesma equipe, sem que o adversário tenha condições reais de atingi-la, o que se caracteriza como 'jogada fechada': inacessibilidade por todos os lados, tendo ou não botão adversário próximo; a falta será cobrada onde estiver a bola."

A chave para o entendimento do que é uma jogada fechada é: “inacessibilidade por todos os lados, tendo ou não botão adversário próximo”. Portanto, o fato de não haver condições técnicas, ou seja, não ter nenhum botão próximo e/ou em um ângulo favorável para atingir a bola, não caracteriza a jogada fechada se a bola poderia ser alcançada caso houvesse um botão em posicionamento favorável para tal.

Na jogada fechada propriamente dita, existe a impossibilidade física de a bolinha ser atingida pelo adversário, independentemente do posicionamento de seus botões. Assim sendo, o lance mencionado acima é perfeitamente legal; o botonista atacante terá direito ao chute a gol em uma possível jogada subsequente.

Muito bom retornar à nossa conversa periódica, caro leitor. Gostaria que você opinasse sobre a situação descrita. Você tinha conhecimento disso? O que acha dessa determinação da regra?

Grande abraço e até a próxima!

O cearense Carlos Cláudio Alencar de Castro é médico neonatologista, adepto do lema “a arte torna a vida suportável” e fanático torcedor do "Vozão" (Ceará Sporting Club), do qual é membro efetivo do conselho deliberativo. Carlos é um estudioso do Futebol de Mesa, ex-membro do Comitê Gestor das Regras 12 Toques da CBFM e responsável direto por levar a modalidade 12 toques para o estado do Ceará.

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carlos_claudio@mundobotonista.com.br

(085) 99158-6280

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