Painel do Mundo
Por Ary Peter (10/05/2026)
Cordel para as mães

Oxe, tá chegando o segundo domingo de maio
Aquela data mais que especial
Para todo filho que ama e reconhece, eu mesmo desmaio
O maior de todos os amores na terra, o maternal
O amor de nossa mamães não tem limite
Nem tamanho, valor ou vaidade
É o amor do tamanho do mundo, coisa de elite
E não é nada partido, nunca é pela metade
Uma mãe é uma joia rara
Se for num jardim é a mais bonita flor
É o sentimento mais puro, a alegria mais clara
É uma rosa em todo o seu esplendor
Uma mãe em seu desvelo pelos filhos não padece
Isso não define o que é ser mãe
Todas malcriações e todas as traquinagens ela esquece
Tem até uns pais que são assim, os chamados "pãe"
Nossas mães são estrelas
São as nossas mais belas rainhas
São as mais puras centelhas
E todas elas são iguaizinhas
Elas alternam candura e bravura
As vezes a moleza do pudim, noutras a dureza da rapadura
Mas é tudo fachada, são fundamentadas no amor e na ternura
E estejam certos, enquanto forem vivas tudo isso dura
E os cheirinhos delas, rapaz, é melhor que perfume francês
Nesse planeta são a pura perfeição
O carinho delas nunca viu escassez
Elas têm setenta vezes sete o mais lindo perdão
São as mães infinitas
Uma luz em qualquer escuridão
As coisinhas mais bonitas
Do Oiapoque ao Chuí, do Brasil ao Japão
Das mães nossa senhora é a mais conhecida
Ela gerou o rei dos reis
De sua missão jamais andou distraída
Mesmo tendo gerado aquele que mais bem fez
Tem as horas que tem ameaças: Se for aí e achar você vai ver!!!!
Engole esse choro é horrível de ouvir
Na volta a gente compra significa que nunca mais você vai ver
Mas quando ela vai embora é o mais triste partir
Quando eu morrer vocês vão me dar valor
Não sei o que seria dessa casa sem mim
Um lar sem as ameaças de uma mãe é um horror
Fica o pai com cara de besta, parece que ouviu uma missa em latim
Você não é todo mundo é a mais clássica
Não me faça levantar faz tremer as pernas
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço é jurássica
Estou falando para seu próprio bem vem desde a época das cavernas
Com a mão no coração
Gostaria de te dizer, ao ritmo deste cordel
Que você é a minha vida a maior benção
E eu não vejo outro lugar para onde você irá, além do mais lindo céu
Lúcia é o nome da minha
Já está idosa e reclama de minha distância
Minha mãe eu te amo, és a mais bela alma que caminha
Estou longe mas tens sempre para mim a maior importância
As nossas mães são o amor de nossos amores
Sangue de nossa alma
Nos presenteiam com as mais belas flores
E de esperança e calma
A mãe é o amor de Jesus encarnado
É zelo, cuidado e proteção
Pode ser um botonista feito eu, um pereba arretado
Ela ama de todo o coração
Pensei que pra minha mãe era mais difícil
Saber que seu filho só tem derrotas certeiras
Sendo que pra ela é tranquilo, um calmo exercício
Não se importa com essas besteiras
Eu não, continuo sofrendo derrotas sucessivas
Perdendo até jogo que eu não vou
São coisas pavorosas, consecutivas
Perco o rumo de casa, não sei nem onde estou
É difícil falar das mães com uma simples rima
Descompassada, mal pontuada, sem rumo nem prosa
Mas escrever essas coisas me "anima"
Aqui "nóis" sofre "mais" "nóis" glosa
Biblioteca de "Botão com cordel"
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Formado em administração de empresas, também mestre e doutor em administração, Ary Peter nasceu na capital pernambucana em 13/06/1970, em plena campanha do tricampeonato mundial do Brasil no México. Joga as modalidades de Dadinho (a preferida entre as regras federadas), 12 toques e 1 toque, além de vidrilha e leva leva. Mora hoje em Natal onde joga pela Magic Academia de Futebol de Mesa. Está escrevendo um livro sobre Futebol de mesa / botão a partir da ótica do botonista..
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arypeter@mundobotonista.com.br




































