Painel do Mundo
Por Paulão Costa (06/05/2026)
Do toque à consagração:
O Brasil no mapa mundial do Subbuteo

Em São Paulo, no dia 1º de novembro de 2025, o Subbuteo brasileiro deixou de ser apenas nacional. Ali, entre atletas experientes e nomes que carregavam títulos pelo mundo, o torneio reuniu competidores locais e internacionais sob a chancela da
Federation of International Sports Table Football
(FISTF), a entidade máxima da regra. Não era apenas mais um campeonato. Era o Brasil dizendo: “estamos no mapa”. O título de Fred Elesbão, atleta brasileiro radicado na Alemanha, simbolizou isso como poucos.
Um brasileiro com vivência europeia vencendo em casa — como se trouxesse na bagagem não só técnica, mas também o intercâmbio que o esporte precisava. E, naquele instante, entre aplausos discretos e jogadas precisas, algo mudou: o Subbuteo brasileiro passou a dialogar com o mundo de igual para igual. Mas toda história que cresce precisa de continuidade. E ela veio, intensa e simbólica, no calor do Rio de Janeiro.
No silêncio de uma mesa verde, onde figuras de jogo deslizam como sonhos e goleiros resistem como heróis em miniatura, o Brasil começou a falar uma nova língua: a língua do mundo. A internacionalização do Subbuteo brasileiro não veio com pressa. Veio com precisão — como um toque milimétrico que atravessa o campo inteiro até encontrar o gol. E foi em dois momentos que essa história ganhou contornos definitivos: o International Open de São Paulo 2025 e o International Open do Rio de Janeiro 2026.
No dia 31 de janeiro de 2026, nas dependências do tradicional Olaria, o Rio recebeu seu primeiro International Open. Não foi apenas um evento — foi um marco. Pela primeira vez, a cidade respirava oficialmente o circuito internacional, com atletas pontuando para o
ranking
global e conectando o Brasil ao calendário mundial da modalidade. E, mais uma vez, o destino parecia escrever poesia: Fred Elesbão voltou a vencer. Agora, não apenas como campeão, mas como símbolo de uma ponte consolidada entre continentes.
Se São Paulo abriu a porta, o Rio de janeiro escancarou o caminho. Ali, já não se falava apenas em participar — falava-se em pertencer. O Brasil deixava de ser espectador para se tornar protagonista dentro do circuito da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM) em parceria com o cenário internacional. Entre mesas, clubes e federações, nasceu algo maior do que títulos: nasceu uma identidade global.
A internacionalização do Subbuteo no Brasil não é apenas sobre eventos. É sobre encontros. Sobre o choque de estilos, o aprendizado silencioso, a troca que não aparece na súmula, mas transforma gerações. É sobre ver um atleta estrangeiro jogar no Brasil e perceber que, naquele pequeno campo, não existem fronteiras. Porque no Subbuteo — como na vida — o mundo cabe na ponta de um toque. E o Brasil, finalmente, aprendeu a jogar esse jogo sem limites.
Biblioteca de "Subbuteo Planet"
Reler publicações anteriores dos cronistas desta coluna.
Além de pai do Samuel, o Educador Físico Paulão Costa é professor e instrutor de academia no Rio de Janeiro. Este carioca foi um dos fundadores do departamento de futebol de mesa do Aliados Campestre e da Associação Campograndense de Futebol de Mesa ambos do Rio de Janeiro. Desde 2016 é atleta de Subbuteo tendo passado pelas equipes do Bangu-RJ, Vasco da Gama-RJ, Associação Campograndense e Aliados Campestre, além de integar a Diretoria do Subbuteo na Fefumerj. No portal Mundo Botonista, Paulão é o embaixador da regra e cronista responsável pela coluna Subbuteo Planet
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