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MUNDO BOTONISTA

Por Roberto de Lara Rodrigues (09/04/2026)

Por que Quinho é tão especial?

Hoje venho aqui compartilhar com os leitores uma análise que fiz de um dos maiores jogadores de todos os tempos, o Quinho Zuccato. É fácil começar elogiando, pois trata-se de um multicampeão que se destacou desde muito novo em todas as categorias, até dominar a categoria principal.

Para tanto, minha mente voa ao passado para entender como foi o começo de uma história tão vencedora. Aprendeu a jogar botão com seu pai, o carismático, querido e afável Anacleto. Daqui já entendemos de onde vêm o caráter, a honestidade e o jogo limpo que pratica. Lembro do sorriso no rosto do Sr. Anacleto quando assistia meus jogos contra ele. Eu já era campeão brasileiro juvenil e adulto e o Quinho, com cerca de 14 anos, me enfrentava quase no mesmo nível... Fenômeno. Não demorou muito para me vencer, mostrando que seu talento era mais precoce que o normal — resultado: o campeão brasileiro mais jovem da história da categoria principal, com apenas 15 anos. Zebra? Deu sorte? Absolutamente não!

Com o passar dos anos, foi aprimorando seu jogo gradativamente. Parecia não estar contente com os resultados obtidos e almejava sempre mais - a famosa fome, que grandes nomes do esporte mundial afirmam ser necessária para diferenciar lendas de outros jogadores.

Ano após ano, Quinho seguiu acumulando títulos, tanto individuais quanto por equipes. Está sempre disputando algo, sempre nas cabeças, sempre presente em finais. Isso é mais que consistência, isso é fruto de anos de trabalho e dedicação ao esporte. Não importa o nível do adversário, Quinho sempre está impondo seu jogo ofensivo e em busca da vitória.

Tem mais? Claro que tem: sua resiliência. Quando adversidades e problemas da vida pessoal aparecem, Quinho mostra sua capacidade de superação mental, fazendo com que os problemas virem combustível para a vitória. Nada parece abalar seus objetivos.

Caso não tenha ficado claro, e tudo isso não seja suficiente para explicar o quanto Quinho é especial, lá vai: dedicação de tempo para treino e competição; seriedade com o trato do esporte, fazendo parte até de comitê de alterações na regra e opinando sempre pensando na melhoria do nosso esporte; estudo de adversários e entendimento de seus métodos de jogo; viagens semanais (pois mora e trabalha em Socorro) para treinos e competições de alto nível; gosto, carinho e amor pelo esporte que pratica. Assim como o Messi fez bem para o CR7 (e vice versa), a existência do Quinho faz bem para mim e para todos que querem superar suas habilidades no futebol de mesa.

E como sempre faço, deixo aqui a pergunta: E você, pode/consegue fazer mais pelo seu esporte?

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Natural de Guarapuava-PR, Roberto de Lara Rodrigues é bacharel em Educação física e o maior campeão individual de todos os tempos na modalidade 12 toques, tendo conquistado seis Campeonatos Brasileiros e seis Copas do Brasil. A genialidade e aptidão para as palhetadas vêm de família: Além de ter podido contar sempre com os conselhos do pai, Nilson Rodrigues (maior campeão Brasileiro máster da história), Robertinho tem no primo, Rogério Nascimento (ex-campeão Brasileiro e Mundial) um grande parâmetro e um afiado parceiro de treinos para as grandes competições. Aqui no Portal Mundo Botonista, Rodrigues brinda a comunidade do futebol de mesa com crônicas exclusivas para a coluna Jeito & Força. Ele também oferece um curso chamado Método Robertinho de Futebol de Botão que pode ser consultado no link http://go.hotmart.com/M59466542Q?dp=1

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robertinho@mundobotonista.com.br

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