Painel do Mundo
Por Breno Marques (07/08/2026)
Patrocínio que ativa
Quando o futebol de mesa deixa de ser apenas exposição e passa a gerar experiências para as marcas.

Investir no futebol de mesa é muito mais do que colocar uma logomarca em uma camisa, em uma mesa ou em um
banner. É criar uma oportunidade para que marcas, atletas, clubes, federações, confederações e consumidores se conectem por meio do esporte. Essa é uma reflexão que considero especialmente importante depois da experiência vivenciada na 21ª Copa do Brasil de Futebol de Mesa, em São Luís-MA, por meio da parceria da Negócios de Esporte com o
Shopping Santa Úrsula
e do patrocínio da
De Biasi Distribuidora de Gás e Água. A experiência mostrou, na prática, que existe uma diferença importante entre patrocinar e ativar um patrocínio.
Patrocínio é investimento. Ativação é estratégia.
Quando uma empresa decide investir no futebol de mesa, ela precisa saber exatamente o que pretende construir com esse investimento.
Quer gerar reconhecimento de marca?
Quer aproximar-se de determinado público?
Quer fortalecer sua presença regional?
Quer produzir conteúdo?
Quer associar sua imagem aos valores do esporte?
Quer proporcionar uma experiência ao consumidor?
Quer desenvolver relacionamento com atletas, clubes e comunidades?
Quanto mais claro for esse objetivo, mais possibilidades existem para transformar o patrocínio em uma verdadeira plataforma de comunicação. E é aí que entra a ativação.

O consumidor precisa enxergar, experimentar e lembrar
Uma marca patrocinadora não deveria simplesmente aparecer. Ela precisa fazer parte da história. Na 21ª Copa do Brasil, por exemplo, trabalhamos possibilidades de exposição que ultrapassam a simples inserção de uma logomarca.
A presença dos parceiros pode ser transformada em:
📸 Conteúdo para redes sociais:
Fotos, vídeos, making of e registros da participação do atleta.
👕 Ativação por meio do uniforme:
A marca passa a acompanhar o atleta durante a competição e aparece naturalmente em registros esportivos.
🏆 Associação com momentos importantes:
A marca pode estar presente em conquistas, entrevistas, bastidores e momentos de celebração.
🎯 Experiência com o público:
O futebol de mesa permite aproximar patrocinador, praticante, torcedor e consumidor.
📲 Conteúdo pós-evento:
A ativação não precisa terminar quando acaba a competição. O material produzido pode continuar gerando comunicação durante semanas ou meses.
É justamente essa continuidade que pode aumentar o valor percebido pelo patrocinador.
Um exemplo prático em São Luís-MA
As imagens desta coluna ajudam a ilustrar esse conceito. Na primeira fotografia, temos a experiência esportiva acontecendo: atleta, competição, uniforme e relacionamento dentro do ambiente da Copa do Brasil.

Na segunda, temos outra possibilidade de ativação: os produtos e elementos institucionais associados à identidade esportiva, apresentados dentro do próprio ambiente da competição.

São ações aparentemente simples, mas, quando planejadas dentro de uma estratégia, elas podem gerar diferentes ativos para o patrocinador: marca + esporte + conteúdo + experiência + relacionamento.
E esse conjunto é muito mais interessante do que simplesmente entregar uma cota de patrocínio e esperar que a logomarca apareça.
O futebol de mesa precisa ser pensado como produto esportivo
Durante muito tempo, parte do esporte brasileiro trabalhou o patrocínio de maneira muito tradicional: "Coloque sua marca aqui e estaremos juntos."
Hoje, precisamos avançar. O patrocinador quer entender qual é a entrega, quem será impactado, onde a marca estará presente, quais conteúdos serão produzidos e como essa parceria poderá ser apresentada ao consumidor.
Isso vale para um atleta individual.
Vale para um clube.
Vale para uma federação.
E vale também para uma confederação.
Cada propriedade esportiva possui características próprias e pode oferecer diferentes possibilidades de ativação. O desafio está justamente em transformar essas propriedades em produtos comerciais claros.
E onde entra a Negócios de Esporte?
A proposta da Negócios de Esporte nasce justamente dessa necessidade.
Não basta buscar um patrocinador. É necessário entender o patrocinador.
Não basta oferecer espaço. É necessário construir uma entrega.
Não basta divulgar uma marca. É necessário criar uma experiência de marca.
E não basta realizar uma ação. É importante pensar em como mensurar e prolongar seus resultados.
A parceria com o Shopping Santa Úrsula e o patrocínio da De Biasi Distribuidora de Gás e Água são exemplos de como podemos pensar o futebol de mesa sob uma perspectiva mais profissional de negócios.
O esporte oferece propriedades. As marcas oferecem recursos. Os atletas oferecem histórias. Os eventos oferecem audiência e experiência. E o trabalho de gestão esportiva é justamente conectar esses elementos de maneira estratégica.
O patrocinador também precisa fazer parte da vitória
Existe uma frase que gosto muito quando penso em marketing esportivo: "o atleta entra em campo para competir, mas a marca entra no esporte para construir relacionamento."
Por isso, uma boa ativação não deve ser pensada somente para o dia da competição. Ela começa antes, continua durante e permanece depois.
Antes do evento, podemos trabalhar expectativa e apresentação da parceria. Durante, produzimos experiências, fotos, vídeos, conteúdos e interação. Depois, transformamos os resultados em novas histórias.
Assim, o investimento deixa de ser apenas uma despesa associada ao evento e passa a ser tratado como uma estratégia de comunicação e relacionamento.
Do botão ao negócio
O futebol de mesa tem uma característica extremamente valiosa: ele gera histórias. Histórias de atletas, de clubes, de cidades, de rivalidades, de conquistas, de superação, de viagens, de amizades. Essas histórias podem ser compartilhadas com o público e conectadas às marcas que acreditam no esporte. É justamente aí que vejo uma enorme oportunidade para o nosso segmento.
Precisamos parar de pensar somente em: "Quanto custa o patrocínio?" e começar a perguntar: "Qual experiência podemos construir para o patrocinador, para o atleta e para o público?" Essa mudança de perspectiva pode ajudar a profissionalizar ainda mais o futebol de mesa.
Meu último
Insight em 2026
Ao escrever este último texto para a coluna Insight, fica uma certeza: "o futuro do futebol de mesa também passa pela capacidade de transformar paixão em produto, competição em experiência e patrocínio em relacionamento."
A bola continua rolando. Os botões continuam deslizando. Os atletas continuam buscando a vitória. Mas, paralelamente, precisamos construir um mercado capaz de mostrar às empresas que investir no futebol de mesa pode significar muito mais do que colocar uma marca em uma camisa. Pode significar estar presente em uma história que será lembrada, e para uma marca, ser lembrada é uma das formas mais valiosas de permanecer presente.
Biblioteca de "Insight"
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Mineiro natural de São Lourenço-MG, Breno Borba Marques, é formado em Direito com MBA em Gestão de Esportes e Mestrado em Administração - com enfoque em Marketing Esportivo e comportamento do Consumidor do Esporte. Diretor fundador do Instituto Brazolin, atualmente com cerca de 15 mil crianças nos projetos e empreendedor em cinco startups, Breno é apaixonado por esportes: pratica natação, crossfit, atletismo, beach tennis, mountain bike e futebol de botão, regra 12 Toques, na qual é atleta federado pelo Tupi F.C., incentivador do esporte desde 2005 e apreciador de uma boa música e de curtir o gênero Sertanejo Raiz. No Portal Mundo Botonista ele nos dará informações sobre como o marketing pode nos auxiliar no desenvolvimento e expansão do futebol de mesa.
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(35) 99723-3493







































